As conseqüências relacionadas ao consumo de água não potável provocam cada ano mais vítimas mortais em todo o mundo que qualquer tipo de violência, incluída a guerra. Este é o dado demolidor difundido pela ONU, motivado pela passagem do Dia Mundial da água, neste 22 de março.
Este ano, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), quer destacar a importância do acesso a uma água de qualidade, focalizando seus esforços em conscientizar aos cidadãos, mas sobretudo aos governos e centros de poder para que se comprometam ativamente na defesa da água de qualidade mediante a luta contra a contaminação, a reciclagem das águas e a recuperação de recursos hídricos.
“O mundo conta com o conhecimento teórico para superar estes desafios e convertermos em melhores gestores de nossos recursos hídricos. A água é primordial para nossos objetivos de desenvolvimento”, afirmou o secretario geral da ONU, Ban Ki Moon, em sua mensagem oficial pelo Dia Mundial da Água.
Ao todo, estima-se que no mundo habitam 884 milhões de pessoas sem acesso à água potável, segundo a ONU, um bem fundamental que repercute na saúde, a segurança e qualidade de vida, especialmente de crianças e mulheres. Por exemplo, as doenças que se propagam pela água causa a cada ano a morte de mais de um milhão e meio de crianças ou, o que dá no mesmo, a cada 15 segundos morre uma criança por uma doença causada pela falta de acesso à água limpa para beber, pelo saneamento deficiente ou pela falta de higiene.
Os problemas da água são também geográficos e, uma vez mais, é a África subsaariana a região na qual os habitantes sofrem as piores conseqüências. Alem disso, o acesso à água aparece vinculado claramente à riqueza, já que os 20% mais ricos da população subsaariana tom o dobro de possibilidades de acessar água potável que os 20% mais pobre e cinco vezes mais opções de contar com condições de salubridade aceitáveis.
Falta de saneamento
A cada ano, a contaminação da água priva a Humanidade de recursos alimentares, tanto de pesca como agrícolas, e facilita a difusão de doenças. Além disso, prejudica gravemente os ecossistemas chaves, e agrava as condições de sociedades e economias de todo o planeta, uma circunstância catalizada pelo incremento da população mundial e os efeitos das mudanças climáticas.
Durante os últimso 50 anos, a atividade humana tem provocado a contaminação sem precedentes dos recursos hídricos. Estima-se que mais de dois bilhões e meio de pessoas no mundo vivem sem um sistema adequado de saneamento. A cada dia, dois milhões de toneladas de resíduos e outros efluentes são descartados sem nenhum controle. O problema é mais grave nos países em desenvolvimento, nos quais mais de 90% dos dejetos domésticos e 70% dos dejetos industriais são jogados na Natureza sem o devido tratamento.
Muitos dos contaminantes têm efeitos prejudiciais em longo prazo sobre a qualidade da água, o que se constitui num risco para a saúde das pessoas. Em conseqüência, a água doce disponível diminui de forma importante. Assim mesmo, a capacidade de os ecossistemas para proporcionar serviços se vê diminuída drasticamente, as vezes com efeitos irreversíveis. Conseqüentemente, o meio ambiente se degrada pela diminuição da produtividade da biomassa, a perda da diversidade biológica e a vulnerabilidade diante de outros fatores.
Em algumas regiões, mais de 50% das espécies nativas de água doce encontram-se em perigo de extinção, e é previsto que as repercussões das mudanças climáticas compliquem ainda mais a situação.
Leia na origem: el mundo
falasefatos.com.br
domingo, 21 de março de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)